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Aedes aegypti: o vilão da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

O Aedes aegypti é o principal agente transmissor da dengue, febre chikungunya, febre amarela e do zika virus. Ele apresenta várias características que o tronam um vetor eficaz para essas doenças… e que dificulta o controle de sua disseminação. Assim, chega mais um verão e ficamos preocupados com ele de novo.

Mas porque o Aedes aegypti é principal vetor?

O Aedes tem um ciclo de reprodução curto de cerca de 10 dias, que requer água parada. Esta condição ocorre facilmente  dentro de casa ou nas redondezas de residências. Menor do que os mosquitos comuns, é preto com listras brancas no tronco, na cabeça e nas pernas. Suas asas são translúcidas e o ruído que produzem é praticamente inaudível ao ser humano. Ele se alimenta preferencialmente durante o dia e de humanos e  consegue voar apenas distâncias curtas permanecendo tipicamente  em um raio de 100m de sua origem.  A fêmea é o principal transmissor dos vírus. Dessa maneira, regiões com pessoas (casas) e água parada são o ambiente predileto deste mosquito. Uma vez infectado com algum vírus, o Aedes facilmente o transmite.

Como evitar que o Aedes aegypti se alastre?

Primeiramente, devemos controlar o a multiplicação do mosquito. Há algumas maneiras de realizar isso. O mais difundido é a redução de condições que favoreçam sua multiplicação: retirada de entulho, evitar acúmulo de água em vasos, pratos de plantas e quaisquer objetos que possam armazená-la e tornar-se criadouros do mosquito. Limpeza urbana e saneamento básico também são fundamentais para controle do mosquito.

Outra maneira é realizar controle de larvas do mosquito. O uso de larvicidas nos reservatórios de água é visto com reserva em decorrência  potencial de contaminação. Estudos realizados no Vietnã utilizaram crustáceos que se alimentam de larvas do Aedes aegypti e obtiveram bom resultados no controle da multiplicação dos mosquito. Infelizmente , esta técnica é difícil de ser aplicada em áreas urbanas.

Para matar o mosquito propriamente dito podemos utilizar borrifadas de  inseticidas. Esta técnica é frequentemente utilizada no Brasil.

E, atualmente, o controle endosinbiotico tem ganhado espaço. Ele consiste no uso de um mosquito  macho infectado por uma bactéria ( Wolbachia). Quando mosquitos Aedes aegypti fêmeas são  transfectados com Wolbachia descobriu-se que a presença da bactéria inibe a replicação dos vírus da dengue e da febre Chikungunya.

Se o Aedes aegypti já está no ambiente, como prevenir picadas?

A proteção individual contra o mosquito pode ser feita através do uso de mosquiteiros, uso de roupas adequadas ( mangas longas e calças em cores claras) e de repelentes.

Os princípios ativos para repelentes recomendados pela OMS, Organização Mundial de Saúde, são a Icardina ou o DEET e devem ter a concentração acima de 20%  e 30 % respectivamente nos produtos escolhidos.

Os repelentes devem ser usados sempre que houver exposição a área de transmissão do mosquito. Deve ser reaplicado sempre que houver transpiração excessiva ou que a pele seja  molhada ( banhos de mar, piscina , etc). Atente-se ao modo de uso e frequência de aplicação descrito nos frascos dos produtos.

O que fazer para nossas casas ficarem seguras??

O ciclo de vida do aedes é de 10 dias ( de larva ate adulto). Fatores como presença de água, ambiente com temperatura entre 25 e 29C e presença de alimento promovem uma eclosão do ovo para pupa em 5 dias.

Neste sentido, vistorias semanais são aconselháveis, podendo a frequência ser aumentada nos períodos chuvosos e quentes.

Uso de mosquiteiros e tela com inseticida são preconizados também pela OMS.

Sinais de alerta!

Pessoas que estejam em área de risco devem se atentar a sintomas como febre alta, dor de cabeça, dor articular e dor muscular. Estados de sangramento e icterícia ( pele e conjuntivas amareladas) também são sinais de que alguma doença se instalou. Sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti iniciam em media entre 4 a 7 dias após a picada e podem variar ate 3 a 10 dias.

Fique atento!

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